As maiores desilusões de uma criança, são quando elas descobrem que as nuvens não são de algodão, que no fim do arco-íris não tem pote de ouro, que a lua não é feita de queijo, que o coelhinho nem põe ovos de chocolate. Quando descobrem que não é o Papai Noel quem dá presentes no natal, que as estrelas não são os nossos parentes que se foram, que o papai e a mamãe não viverão para sempre. Os dias mais tristes de uma criança são quando não ganham o brinquedo que pediram, ou o primeiro dia na escolinha, quando tem que tomar gotinha ou quando ficam um tempinho longe da mãe. Os maiores medos de uma criança são que o bicho papão venha as devorar de noite, que a cuca leve-as embora, ou que hajam bichos embaixo da cama. O que elas querem ser quando crescerem? Astronautas, princesas, super-heróis... mas o maior sonho delas é crescer. Pois não sabem que crescer significa perder todas essas coisas, significa deixar o mundo de conto de fadas, para viver a cruel realidade. Largam seus sonhos de serem astronautas, para querer ser advogado, médico, blá, blá, blá. É sempre assim: toda a magia se acaba quando aquele maior sonho, o de crescer, acontece. As desilusões passam a ser amorosas, os dias tristes passam a ser por problemas como uma conta à pagar, os medos passam a ser de um assalto, ou coisas assim. Os sonhos... bom, quanto aos sonhos acho que é algo íntimo de cada um; não que o resto também não seja. Mas é que os sonhos diminuem tanto... Coisas simples como uma comida de vó, já não é mais o almoço favorito; andar descalço na areia já não é mais o primeiro lugar pra onde se quer ir; dar a mão ao pai já não lhe deixa mais seguro(a); ganhar o colo da mãe já não te afasta mais dos problemas; uma canção de ninar e um "durma com os anjos" ou uma boa história, já não lhe fazem dormir em paz... Contar as estrelas no céu já não é mais uma tarefa interessante; conversar com a lua perde a graça; cada encanto, cada coisa que você acreditava ser capaz, cada pequena coisa que lhe deixava TÃO feliz... não existe mais no seu mundo: o mundo real! É assim para todos, mas isso não serve de consolo. Não dá para se conformar totalmente com isso. O fato é: crescer é um verbo mortalmente destrutivo.
30.8.11
"Quando eu crescer eu quero ser... GRANDE!"
As maiores desilusões de uma criança, são quando elas descobrem que as nuvens não são de algodão, que no fim do arco-íris não tem pote de ouro, que a lua não é feita de queijo, que o coelhinho nem põe ovos de chocolate. Quando descobrem que não é o Papai Noel quem dá presentes no natal, que as estrelas não são os nossos parentes que se foram, que o papai e a mamãe não viverão para sempre. Os dias mais tristes de uma criança são quando não ganham o brinquedo que pediram, ou o primeiro dia na escolinha, quando tem que tomar gotinha ou quando ficam um tempinho longe da mãe. Os maiores medos de uma criança são que o bicho papão venha as devorar de noite, que a cuca leve-as embora, ou que hajam bichos embaixo da cama. O que elas querem ser quando crescerem? Astronautas, princesas, super-heróis... mas o maior sonho delas é crescer. Pois não sabem que crescer significa perder todas essas coisas, significa deixar o mundo de conto de fadas, para viver a cruel realidade. Largam seus sonhos de serem astronautas, para querer ser advogado, médico, blá, blá, blá. É sempre assim: toda a magia se acaba quando aquele maior sonho, o de crescer, acontece. As desilusões passam a ser amorosas, os dias tristes passam a ser por problemas como uma conta à pagar, os medos passam a ser de um assalto, ou coisas assim. Os sonhos... bom, quanto aos sonhos acho que é algo íntimo de cada um; não que o resto também não seja. Mas é que os sonhos diminuem tanto... Coisas simples como uma comida de vó, já não é mais o almoço favorito; andar descalço na areia já não é mais o primeiro lugar pra onde se quer ir; dar a mão ao pai já não lhe deixa mais seguro(a); ganhar o colo da mãe já não te afasta mais dos problemas; uma canção de ninar e um "durma com os anjos" ou uma boa história, já não lhe fazem dormir em paz... Contar as estrelas no céu já não é mais uma tarefa interessante; conversar com a lua perde a graça; cada encanto, cada coisa que você acreditava ser capaz, cada pequena coisa que lhe deixava TÃO feliz... não existe mais no seu mundo: o mundo real! É assim para todos, mas isso não serve de consolo. Não dá para se conformar totalmente com isso. O fato é: crescer é um verbo mortalmente destrutivo.
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