16.7.11
Renato Russo (O Fim?)
Em 1988, Renato assumiu a homo, ou bissexualidade, publicamente. Imagino como deve ter sido difícil esclarecer isso aos seus pais na época, e mesmo assim , não deixou de ser cegamente idolatrado por seus fãs. Oito anos depois, dia 11 de outubro de 1996, com 45 quilos apenas, Renato faleceu, devido à complicações com AIDS. Apesar de ser homossexual, Renato deixou um filho, o Giuliano, na época com 7 anos, que em uma entrevista recente diz: “Todo ser humano é bissexual. Eu já tive experiências com homens. Não tenho vergonha de falar essas coisas. Ninguém pode falar que é heterossexual se nunca experimentou o outro lado para saber que não gosta daquilo”. Giuliano também diz considerar o pai um herói por ter assumido isso numa época tão complicada, onde o preconceito era ainda mais evidente. Com certeza , a morte de Renato, foi um choque para seus fãs, e para sempre ficará aquela saudade, e um certo sentimento de luto. Mas será que isso foi um "fim" ? Podemos dizer que em relação à matéria, ao corpo, foi realmente um fim. Perdeu-se o calor do abraço de um homem, que criou uma nova Religião, mas ainda segue-se seus ensinamentos. Com certeza, Renato deixou uma grande "herança" para seus seguidores, seus fãs. Uma herança que não se avalia em dinheiro, mas, musicalmente falando, tem um grande valor. Renato passou para todos um modo simples e belo de ver a vida, sem deixar de protestar contra a injustiça e todas as coisas ruins. Falou de amor, política, sexo e os mais variados temas. E isso, não há morte que possa tirar de nós, pois é impossível ouvir um de seus CD's ao vivo, onde todos começam a gritar "salve Legião, salve Legião", sem fechar os olhos e gritar também. É impossível ouvir sua vóz, seu timbre , sem senti-lo em espírito perto de nós. Renato não morreu, e nunca morrerá, pois ele vive dentro de cada um de nós que o amamos.
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